Patrícia Fonseca Fanaya

A temporalidade do Facebook

O Facebook pode ser visto como uma cápsula do tempo sem limitação de espaço para guardar vidas em fluxo. É como se o espaço do universo estivesse à disposição de seus usuários para que suas histórias e memórias nunca mais se perdessem nas areias do tempo. Entretanto, não se trata apenas de um mero repositório de informações, conhecimento e imagens. Também não é uma caixa fechada na qual o tempo está congelado à espera de alguém que a descerre e desvende seu conteúdo. O tempo no Facebook não é o tempo histórico, cronológico, sequencial, com o passado localizado no ontem, o presente no hoje e o futuro no amanhã, pois nele, a seta do tempo não aponta numa única direção: ele é indeterminado, caótico, achatado ou expandido. O presente é passado e futuro de uma só vez. O tempo é interrompido, retomado, compartilhado; é torcido e estendido, é gasto e é ganho. O tempo subjetivo convive com aquele do mundo, e também com o da experiência. O tempo virtual do Facebook é ausência e presença de uma só vez. O tempo é invenção resultante da própria experiência do tempo.

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