Marcus Bastos e Thiago Mittermayer

Cidades inteligentes ou cidadãos pensantes? Entre a eficiência máxima e o bem comum

A ideia de eficiência sugere uma capacidade de acertar inumana, bastante questionada na história do pensamento contemporâneo, inclusive por urbanistas que tentaram se contrapor ao racionalismo modernista e suas cidades funcionais e setorizadas. É um conceito tão polêmico quanto o de inteligência, que vem mudando com o surgimento de termos como “inteligência artificial” ou “cidades inteligentes”. Só é possível pensar assim reconhecendo que a inteligência é algo diferente da capacidade humana de conhecer, compreender e aprender. A partir da discussão do que é inteligência, este artigo coloca em evidência a necessidade de refletir o uso de tecnologias em cidades já existentes. Isto é, cidades que não foram planejadas desde o início dentro do conceito das cidades inteligentes. Dessa forma, o escopo é apontar possíveis desdobramentos do uso de dispositivos tecnológicos inteligentes no espaço urbano.

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