Kalynka Cruz

Smart cities: estratégias de controle, prevenção e gerenciamento de catástrofes

O aquecimento global decorrente das mudanças climáticas trouxe ao cotidiano uma frequência muito maior de catástrofes naturais. Além das ações globais de proteção ao meio ambiente como as smart cities, por exemplo, que visam a evitar/retardar mudanças ainda mais drásticas ao clima, nota-se o surgimento paralelo de outras de estratégias. O uso das novas tecnologias associadas às bases de dados no gerenciamento, prevenção e monitoramento de catástrofes é um campo inovador, necessário como ferramenta de apoio às smart cities. Há uma preocupação global em construir cidades dotadas de inteligência e preparadas para a prevenção e a gestão de calamidades e também para a resiliência após grandes crises. Uma das primeiras vezes que as ações de análises de dados aplicados à gestão de desastres aconteceram foi em 2010 quando o Haiti foi devastado por um terremoto. O governo do Haiti, ONGs e algumas empresas de gestão de dados concatenaram dados públicos, sociais e privados para gerenciar a distribuição de ajuda após o terremoto por meio de informações sobre a concentração de pessoas/vítimas por área, prédios com risco de desabamento, sistema de distribuição de alimentos, entre outros, provando que a tecnologia associada ao gerenciamento de dados pode e deve auxiliar em casos de crises geradas por calamidades. Neste novo front são associados desde sofisticadas bases de dados, games estratégicos até softwares e aplicativos que visam “equipar” as cidades inteligentes e seus cidadãos em casos extremos. Este trabalho pretende realizar uma pesquisa sobre o estado da arte das pesquisas e programas que se inserem nesta nova necessidade global, assim como buscar exemplificar por meio de casos reais o que já foi implementado, os resultados já obtidos e as projeções possíveis resultantes a partir disto.