Lucia Santaella

Os jovens como termômetro do Zeitgeist

Por que os jovens não se separam de seus celulares a não ser sob pressão externa? Por que os jovens fecham a porta do quarto em busca da interação mais plena com o mundo exclusivo de seus interesses? Por que os jovens aprenderam a driblar as eventuais proibições das hierarquias escolares para sobreviver à chatice do confinamento em salas de aula? O que fazer diante disso? Essas perguntas têm preocupado e mesmo desesperado pais e educadores. Há algum tempo, venho repetindo a afirmação de que o ser humano está em plena travessia de um salto antropológico. Para enfrentar essa constatação, tenho tomado como carro-chefe das minhas reflexões a atenção muito obstinada ao que os artistas estão pensando e produzindo na contemporaneidade. Continuo seguindo Pound, quando afirmou que o artista é a antena da raça. De fato, a arte sempre funcionou como uma espécie de farol cuja luz se propaga para o futuro. Recentemente também passei a tomar como carro chefe um estado de alerta em relação aos jovens disso decorrendo a hipótese de que eles detêm as cifras do presente, colocando-se, portanto, como termômetros do Zeitgeist (espírito do tempo). Este artigo visa colocar essa hipótese em pauta de discussão.

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