Big Data, Design Thinking, Cool Hunting e Redes Sociais no EEPA 2014

Por Maria Collier de Mendonça — colaboraram Marcelo Salgado, Mariane Cara, Eduardo D’Ávila e Valéria Rodrigues

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Na semana passada, a PUC-SP promoveu o EEPA 2014 (Encontro de Empresas, Professores e Alunos) no campus Perdizes. O evento teve como objetivo promover a troca de experiências sobre temáticas relevantes para o ambiente empresarial atual, para isso, reuniu profissionais do mercado, estudantes e docentes em mesas redondas, oficinas e palestras. Cinco pesquisadores do Sociotramas participaram de sua programação, a convite da professora Patrícia Huelsen (FEA/ PUC-SP).

Na terça-feira, 2 de setembro, iniciamos a nossa participação com a oficina ministrada pelo professor e jornalista Marcelo Salgado. Esta contou com a presença de 40 alunos e alguns professores da PUC-SP e teve por tema os diálogos nas redes sociais.

O palestrante abordou o diálogo como uma manifestação essencial na comunicação e falou sobre características técnicas das tecnologias digitais, além da Internet como uma tecnologia essencialmente social. Em seguida, citou o dialogismo desde o filósofo  Martin Buber, bem como a Teoria do Ator-Rede, revisitada por um de seus criadores, Bruno Latour, em 2005.

Ao final, Marcelo propôs um exercício prático no Facebook e Twitter no qual os estudantes foram estimulados a praticar o diálogo nestas redes para divulgar seus currículos profissionais, falar de seus interesses sociais e esportivos ou buscar parcerias românticas.

Clique aqui e faça o download do material da oficina de DIÁLOGOS NAS REDES SOCIAIS.

No dia seguinte, 3 de setembro, estivemos presentes na mesa de debates sobre Big Data que aconteceu no período da manhã. Nesta ocasião, discutimos o tema do Big Data e suas relações com o ambiente empresarial junto a alunos e professores da FEA/ PUC-SP. A mesa foi mediada pelo Prof. Luiz Volpato (da FEA/ PUC-SP) e teve Erika Madeira (funcionária da Microsoft), o Prof. Belmiro (FEA/ PUC-SP), além de Eduardo D’Ávila de Faria e Maria Collier de Mendonça (do Sociotramas) como debatedores.

Na mesma data, à noite, os pesquisadores do Sociotramas ministraram mais duas oficinas para os alunos da FEA/ PUC-SP. A primeira delas foi conduzida por Maria Collier de Mendonça, Valéria Rossi Rodrigues e Eduardo D’Ávila de Faria. Os três palestrantes organizaram o conteúdo desta atividade, na qual apresentaram e aplicaram a metodologia de Design Thinking, sob orientação do Prof. Dr. Robert K. Logan, doutor em física pelo M.I.T., professor emérito da Universidade de Toronto e Cientista Chefe do Strategic Innovation Lab no Ontario College of Art and Design, em Toronto (Canadá).

A oficina teve início com uma breve apresentação na qual Maria, Valéria e Eduardo traduziram e sintetizaram os principais conceitos do Design Thinking para os alunos, segundo os estudos do Prof. Dr. Robert K. Logan, nosso parceiro e convidado especial nesta atividade.

Vale ressaltar que a palavra “design” tem muitos significados em inglês: é uma atividade, mas também é um verbo e um substantivo que está relacionado ao que se destina um determinado plano ou conjunto de ações. O termo “design” tem sua origem no latim, designare, que significa planejar, projetar, escolher, designar ou nomear algo para atender a um objetivo, intenção ou demanda previamente identificada. Trata-se, então, de uma palavra que abarca uma ampla significação e que inclui diversos processos criativos desenvolvidos por profissionais de design gráfico e industrial, publicidade, marketing, engenharia, arquitetura, dentre outras áreas.

Assim, Design Thinking é um método de trabalho que visa a orientar o desenvolvimento de um plano, guiado por necessidades e demandas específicas, para criar soluções capazes de resolver problemas existentes. Nesse contexto, o processo de Design Thinking envolve três etapas:

  • Problem Finding — Análise de oportunidades, mapeamento do mercado e das tendências.
  • Problem Framing — Enquadramento do problema e definição dos parâmetros criativos e operacionais que orientarão o desenvolvimento do novo produto, serviço ou negócio.
  • Problem Solving — Desenvolvimento dos protótipos, realização dos testes de usabilidade, planejamento do modelo de negócios e das respectivas estratégias de marketing e branding.

O detalhamento de cada etapa, junto à nossa síntese e tradução dos principais conceitos do Design Thinking, constam no arquivo PDF disponível para download no link abaixo:

Clique aqui e faça o download do material da oficina de Design Thinking.

Em seguida, continuamos a oficina propondo um exercício prático aos alunos, no qual cada grupo de trabalho desenvolveu uma solução (produto ou serviço) para melhorar a vida cotidiana na cidade de São Paulo. Os alunos trabalharam em seis grupos, de cinco participantes cada, e escolheram um tema específico para ser estudado. Foram discutidas questões específicas de cada etapa do Design Thinking (Problem Finding, Framing e Solving). Ao final, foram apresentadas soluções e novos negócios relacionados a: mobilidade e transportes urbanos, cultura e lazer, economia de água, gestão do lixo e sustentabilidade.

Já a segunda oficina da quarta-feira, 3 de setembro, foi ministrada por Mariane Cara, pesquisadora do Sociotramas que trabalha com temas relacionados à imagem, juventude e tendências de mercado. Inicialmente, Mariane apresentou os principais conceitos do Coolhunting, ressaltando as diferenças terminológicas entre o “cool” — relacionado à potencialidade de uma inovação, em seu ineditismo promissor — e o “hot”, que seriam os produtos, tecnologias, modismos e estilos que já caíram no gosto do público em geral (mainstream) e, por isso, já não configuram novidade.

Também foram apresentados os conceitos de Coolfarming, Smart Thinker e Think Tank reforçando a ideia de que a prática de Coolhunting é somente uma das peças do grande quebra-cabeças da pesquisa de mercado. Portanto, não é capaz de trazer resultados eficazes sem as demais contribuições de outros  aportes qualitativos ou quantitativos, utilizados conforme as necessidades de cada projeto em questão.

Para exemplificar os conceitos e a aplicabilidade do Coolhunting no mercado, Mariane apresentou ideias que têm inspirado o mercado nos últimos 12 meses. Em seguida, propôs um exercício aos alunos para aplicação prática da técnica de Scouting (exploração e busca de imagens interessantes de uma localidade).

Neste momento, todos foram convidados a participar formando grupos de pesquisa. Munidos de seus smartphones, os alunos saíram pelos corredores e arredores da PUC (a proposta foi abranger todo o quarteirão da universidade) buscando objetos, cenas, pessoas e atitudes que caracterizassem o momento vivenciado no EEPA. O resultado foi a criação de mais de 80 imagens, das quais selecionamos uma amostra e editamos o vídeo, o qual estamos compartilhando com nossos leitores no vídeo abaixo:

Agradecemos a todos que participaram do EEPA 2014, à comissão organizadora, aos monitores e — especialmente — à Prof.ª Patrícia Huelsen, que nos deu a oportunidade de colaborar com a realização deste evento!

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