Lentes na trama

Por Patricia Huelsen

 Há poucos meses participo deste grupo, mas já há algum tempo tenho me interessado por redes sociais como tema a ser pesquisado. Confesso que tenho aprendido bastante sobre o comportamento nas redes com os últimos posts publicados aqui. Desde que acesso este blog foram mencionadas diferentes redes sociais, explorando-se questões sociais, comportamentais e culturais, tais como os posts sobre o Facebook e a questão das diferenças entre os sexos, os perfis fictícios no Face, a rede Lulu — criada para meninas postarem sobre meninos — e o post sobre o Tinder, que fala de paquera online.

Mas como sempre tenho a inocente tentativa de sintetizar o que observo em mapas, gráficos e busco categorizar esta observação, faço neste post uma síntese das redes sociais que estão por aí. Escrevo “tentativa”, pois tudo se transforma muito rapidamente neste mundo conectado; e “inocente”, pois categorizar pode significar limitar e enquadrar um tema. Mesmo assim, em busca de entender um pouco mais sobre as redes no semestre que passou, propus a meus alunos que listassem e classificassem redes sociais que eles conheciam.

Nesta época surgiram cerca de 40 redes. Hoje fiz uma atualização da categorização e cheguei a 70 nomes. Certamente este número está longe de ser exato, pois tem muita coisa sendo criada e desfeita e outras tantas a que não temos acesso — por conta da língua, limites de busca etc. Fizemos uma segmentação por interesse, que está representada no quadro abaixo. Só com esta classificação — interesse do usuário —, pode-se perceber que ainda há algumas lacunas de temas que poderiam ser explorados nas redes sociais.

Alguns alunos, por exemplo, propuseram redes para colecionadores, sobre história em quadrinhos, mangás ou mesmo redes para núcleos menores, escolas e associações de bairro. Mas o que temos observado aqui é que estamos diante de muita diversidade de estilos e comportamentos; e por isso, acredito que o mais interessante é fazermos uma segmentação dita psicográfica. O leitor menos familiarizado com o tema pode até achar graça do nome, mas nada mais é do que formas de dividirmos o chamado mercado consumidor considerando os diferentes comportamentos e estilos de vida, a fim de facilitar o entendimento. Assim, em vez de temas, poderíamos propor uma classificação por tipos de pessoas, por exemplo.

Lentesnatrama_Sociotramas

Nesta lista dos 70, surgem nomes populares em outros países: o Renren, o Facebook da China; e Cloob, a rede social para iranianos com políticas controladas por lei. Quanto ao tema, há muita coisa relacionada a saúde e localização, que usam aplicativos para acessar a rede de amigos e o próprio Facebook. Há redes para pessoas que gostam de animais de estimação e muitas sobre relacionamento amoroso e compartilhamento de fotos e vídeos. Mas como não haveria classificação para uma rede que compartilha sonhos (Matchmydream) e outra para conseguir implantes de seios gratuitos (Myfreeimplants) criou-se a classificação “outros”!

Como esta segmentação é ainda incipiente, se o leitor conhecer alguma rede não mencionada no quadro acima ou discordar da classificação proposta, por favor, escreva para nós ou deixe seu comentário abaixo!

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