Sexting: prevenir é melhor que remediar

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Por Anyzaura Voltolini

Um aplicativo que se difunde progressivamente nos smartphones é nosso querido e, hoje, bem necessário WhatsApp. Na quarta passada (23/04) foi divulgado que o app (aplicativo) alcançou meio milhão de usuários ativos. Muitos pensaram que a marca seria abalada após sua venda para o Facebook, mas Mark Zuckerberg afirmou nesse mesmo anúncio que: “De fato, o WhatsApp é o único aplicativo mundial com tanto engajamento e utilizado por tanta gente diariamente, além do próprio Facebook”.

Recentemente, o perfil oficial do WhatsApp no Twitter anunciou que o aplicativo havia batido um recorde: 64 bilhões de mensagens foram trocadas em uma hora. Depois que conheci essas estatísticas, alguns questionamentos começaram a ser respondidos.

Já peguei pessoas trocando WhatsApp e não mais o número do celular. “Qual é o seu WhatsApp?”. Também já flagrei pessoas desesperadas por uma conexão wi-fi ou 3G com o objetivo de falar com alguém por meio do aplicativo — de fato, o WhatsApp foi aderido muito naturalmente pelos viciados em celular. O Brasil é um dos países responsáveis por esse crescimento, segundo anúncio do presidente-executivo do aplicativo, Jan Koum: “Nos últimos meses, nós temos crescido em países como Brasil, Índia, México e Rússia, e nossos usuários já compartilham mais de 700 milhões de fotos e 100 milhões de vídeos todo dia”.

Devido a esse número de compartilhamento móvel de arquivos, voltou uma palavra que há tempo nomeia uma nova categoria de cyberbullying. “Sexting” é uma manifestação de bullying digital que se dá por meio de fotos ou vídeos sexualmente explícitos. As pessoas divulgam seus “selfies” eróticos por exibição ou sedução em uma conversa privada, como no WhatsApp. Porém, esses arquivos, uma vez compartilhados, não pertencem mais apenas a seu autor: temos aí uma questão de segurança, privacidade e controle. Essa mensagem, assim como qualquer foto, pode ser postada online, encaminhada, copiada e compartilhada. Pode tornar-se, pois, um viral — e como tal, descontrolado.

Campanha da Ong SaferNet Brasil que alerta sobre os perigos do Sexting — Ong ajuda na conscientização e denúncia de casos no Brasil

Campanha da Ong SaferNet Brasil que alerta sobre os perigos do Sexting — Ong ajuda na conscientização e denúncia de casos no Brasil

Este mês, a Ong SaferNet Brasil divulgou dados de pesquisa que comprovam que o sexting vem crescendo. Adolescentes entre 13 e 15 anos são a maioria dos casos na pesquisa e 80% são meninas. Os resultados ainda apontam: houve um crescimento de 110% de pessoas que tiveram sua intimidade exposta na web de 2012 para 2013.

Questões sobre privacidade, limites de usuários e invasão de espaço são constantemente discutidas. Mas informalidade e o descompromisso com o uso dessas ferramentas tecnológicas continuam mesmo depois da aprovação e divulgação da lei 12.737, apelidada de Carolina Dieckmann.

Depois dessa pesquisa, podemos interpretar que os usuários ainda pensam numa internet limitada e confiável, em celulares totalmente livres de hackers e invasores. Não podemos esquecer que o objetivo da rede é compartilhar conhecimento e informação. Nenhum aplicativo é seguro, nem mesmo o WhatsApp — que já confessou revelar mensagens a outros apps. Realmente, cada clique, cada tecla que pressionamos pede cuidado!

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