Neocomportamento Digital

Não é novidade que o mundo digital é gerador de novas palavras que constantemente são incorporadas ao nosso vocabulário: web, wireless, games, likes, podcast, on-line, blogs, smartphones, etc.

Além de gerar este novo vocabulário, novos comportamentos e hábitos são identificados. No varejo, não é diferente. O comportamento de compra do consumidor, por exemplo, vem mudando fortemente, impulsionado pelas tecnologias móveis: o processo de compra mudou. A decisão de compra é impactada por um volume de informações disponíveis em qualquer lugar, a qualquer hora.

Atualmente, o comportamento que vem tirando o sono dos executivos das redes de varejo físico é o showrooming. Showrooming é o ato de ir às compras em lojas físicas munido de um smartphone — aparelho que irá permitir a consulta de preços e produtos no ambiente virtual.

Estudo realizado recentemente pela empresa de pesquisa Officina Sophia Retail entrevistou 776 brasileiros que compraram eletrodomésticos ou eletroeletrônicos nos três meses anteriores. Do total de entrevistados, 47% declararam ter pesquisado preços e produtos durante a visita à loja física. Este percentual é ainda maior entre a Classe A e o público masculino e mais jovem, de 18 a 24 anos (gráfico abaixo). A explicação é simples: smartphones são aparelhos mais caros e, portanto, mais presentes nas classes sociais mais altas e entre jovens que estão sempre em busca de inovação.

Officina Sophia Retail — Estudo realizado em julho 2013

Officina Sophia Retail — Estudo realizado em julho 2013

E por que o showrooming é motivo de preocupação para a loja física? Simplesmente, porque o consumidor vai à loja com a possibilidade de pesquisar preços e condições de pagamento em um número infinito de concorrentes — e pode acabar optando por não concretizar a compra na loja física.

Não pensem que este comportamento está restrito à compra de bens duráveis como eletrodomésticos. Atualmente, já existem vários aplicativos gratuitos que prometem pesquisar o preço de itens de supermercado. Basta registrar no celular o código de barras do produto, que o app mostra uma lista de opções de lojas próximas com preços mais competitivos para o item.

A conexão do mundo real com o mundo virtual leva às lojas consumidores mais informados e demandantes de novas experiências. O espaço não tem limites, a mobilidade e o tempo são líquidos.

Neste cenário, o desafio do varejo físico será, além de garantir as melhores práticas em precificação, proporcionar uma experiência de compra prazerosa que faça com o consumidor considere a compra na loja física. Atendimento diferenciado e ambiente de loja que proporcione a interação com os benefícios do produto — entre outras ações — estarão cada vez mais na pauta do varejo físico.

Por Valéria Rodrigues

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