Uma Fulbrighter Brasileira na Penn State University

De acordo com o último ranking internacional Times Higher Education (Thomson Reuters) disponível, que diz respeito aos anos de 2012/2013, das dez melhores universidades do mundo, sete são americanas e as outras três estão no Reino Unido. Se forem consideradas as cem melhores universidades, 46 são americanas. Abro este post com esta classificação para dimensionar o que representa a educação superior por aqui: nos Estados Unidos, educação é prioridade estratégica. Por isso mesmo, há um interesse do país em “importar” para cá as melhores promessas intelectuais. Quanto mais forte o capital intelectual de um país, mais rico e poderoso ele é — e não parece haver dúvidas quanto a isso; pelo menos, não por aqui.

O programa de intercâmbio educacional mais respeitado nos Estados Unidos e internacionalmente é o Fulbright Program, financiado pelo governo americano por meio do Departamento de Estado/Comitê de Educação e Assuntos Internacionais. O Fulbright Program é considerado pelo governo americano um dos mais importantes e eficientes meios de integração internacional entre o país e o resto do mundo.

O programa foi criado pelo Congresso americano a partir da proposta do senador William Fulbright, do Arkansas, em 1946; opera em mais de 155 países e tem proporcionado a aproximadamente 318 mil participantes a oportunidade de estudar, pesquisar, lecionar e se relacionar com as mais diversas culturas mundo afora. Por ano, em torno de 1.700 estudantes americanos e 4 mil estudantes estrangeiros recebem bolsas Fulbright; além de 1.200 pesquisadores americanos e 900 visitantes. Eu fui uma, entre os 900 pesquisadores visitantes do mundo todo, a receber uma bolsa de pesquisa Fulbright para o período 2012/2013.

Internacionalmente, o programa opera por meio de acordos bilaterais com os países parceiros, os quais dividem com o governo americano a responsabilidade de mantê-lo. Portanto, no meu caso, a bolsa é CAPES/Fulbright, já que é a CAPES a agência brasileira responsável pela manutenção do acordo — que pode contar ainda, dependendo do país, com o apoio de outras instituições governamentais e não governamentais, empresas privadas, fundações, etc.

O programa Fulbright tem alcançado resultados muito significativos em nível mundial: 44 prêmios Nobel (inclusive Joseph Stiglitz, Milton Friedman, Linus Pauling, James Watson, entre outros menos conhecidos pelos brasileiros, mas não por isso menos importantes), além de muitas promessas intelectuais que ainda terão a chance de mostrar ao mundo que não vieram a passeio. Jovens (e não tão jovens assim!) engenheiros, químicos, biólogos, arqueólogos, economistas, filósofos, matemáticos, poetas — e mais o que a sua imaginação conseguir alcançar — estão, neste momento, em algum país do mundo, correndo atrás do sonho de fazer a diferença.

Ser um “fulbrighter” significa muita coisa. Significa, por exemplo, que você passou por um longo e exigente processo seletivo que incluiu não só uma comprovada proficiência em inglês de um teste TOEFL, mas também entrevistas e produção de diversos textos sobre suas aspirações, sonhos e ambições pessoais. Significa que você, assim como eu, terá a oportunidade de passar por um gateway e por enrichment seminars que o colocarão em contato com pessoas de diversas culturas, hábitos e línguas diferentes; e terá palestras, trabalhos em grupo, jantares e passeios inesquecíveis. Mas, acima de tudo, significa que você fará parte de um seleto grupo de estudantes e pesquisadores de nível mundial, interconectados para sempre, e estará muito mais perto de realizar outros sonhos importantes para você. Afinal, o melhor da vida não é só sonhar: é poder realizar e viver o sonho que se sonhou.

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Por Patrícia Fonseca Fanaya

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2 comentários sobre “Uma Fulbrighter Brasileira na Penn State University

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